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No início parecia que todos eram eternos


Porque no início da humanidade não existia a morte, parecia que todos eram eternos.


Morte começou a se dar muito mais tarde, depois da transformação total e a conclusão da deformação.


E por isso, houve a fase das múmias, onde todos secavam ninguém morria.


Todos secavam sem mau cheiro algum, porque a matéria ainda não estava totalmente poluída e enfraquecida, e as vidas iam secando como outro vegetal qualquer, sem existir mau cheiro.


Com o progresso das transformações, em que a matéria foi ficando e cada vez mais enfraquecida, a ponto de muitos não suportam nem a si mesmo, e que depois de mortos não agüentam o odor.


E com o progresso das transformações, a matéria foi enfraquecendo e poluindo de uma tal maneira que não são mais aqueles que secavam sem odor nenhum.


Secavam como se fosse um vegetal qualquer.


A matéria, até aí, estava consolidada com a natureza.


Depois que saíram natureza, começaram a viver artificialmente.


E quem vive artificialmente, vive contra a natureza.


Foi daí que começou o enfraquecimento e a poluição, o enfraquecimento de todos e de tudo.


A matéria começou a ficar cheia de odores esquisitos e insuportáveis.


O progresso da poluição imperou, e do enfraquecimento, gerou esse empobrecimento misentérico; da forma que são hoje são completamente diferentes e muito diferentes das feras em que todos secavam.


Vejam os milhões de eras passadas destas fases; a fase da formação da lua, das estrelas e dos planetas, em que essas épocas eram todos diferentes do que são há muito.


Hoje é como estão vendo, mal morreu, mal se transformou, é preciso tomar providências imediatamente, senão ninguém agüenta.



196 do HISTÓRICO Pág. 28 e 29

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